26 de setembro de 2014

Caixas decoradas com recortes de revista


Caixas de sapato e de leite decoradas com recortes de revista. Você só precisa de muitas revistas bem coloridas, cola, tesoura e caixas ou qualquer embalagem bacana que iria para o lixo caso você não as salvasse com a sua criatividade :-)

24 de setembro de 2014

Área de deslazer


Quando me mudei para o Tatuapé, bairro da zona leste de São Paulo, há aproximadamente 15 anos, não havia metade dos edifícios que existem agora. Tem um prédio sendo construído na minha rua, quase em frente à minha casa, há mais de dois anos, se não me engano. Todo esse tempo, é barulho de obra, poeira, caminhão... Como em uma porção de ruas da região. 

Na esquina da minha rua, inclusive, todos os finais de semana pessoas trabalham segurando placas para indicar a venda de apartamentos em um prédio que está sendo construído há, o quê? uns três anos. Pelo jeito as vendas não andam bem.

21 de setembro de 2014

Tá rolando!



De 17 de setembro a 1º de outubro, tá rolando o Festival Indie - Mostra de Cinema Mundial.
Você vê filmes no CineSesc de graça!

O Cinesesc fica na Rua Augusta, 2075.

É necessário chegar lá uma hora antes da sessão para retirar o ingresso.

Confira a programação, retirada daqui:


18 de setembro de 2014

Relato de uma analfabeta política



Eu era uma analfabeta política. Política, para mim, era um palavrão. Até um tempinho atrás, eu não sabia quem eram os candidatos a presidente das eleições deste ano. Todas as vezes que votei, nas eleições anteriores, foi sem ter estudado o panorama político atual e com o sentimento de que nada estava fazendo efetivamente além de contribuir para um sistema falido, corrupto e sem esperanças, que nos dá a ilusão de estar participando ativamente de um processo democrático quando, na realidade, apenas perpetuamos uma condição que não temos poder de alterar. Ou seja, nunca acreditei que o que acontece na vida política do meu país fosse ser reflexo do meu voto. Sempre tive a sensação de que política não é para mim, porque parece distante e inacessível. Sempre tive a convicção de que, quando deixasse esta vida, o mundo estaria ainda pior e mais brutal do que quando cheguei a ele. E também cheguei à conclusão de que renunciar à vida política conscientemente já constituía em si uma posição política - no que, de fato, ainda creio. Porque não é por meio da política que pretendo empreender ações que impactem a coletividade. Tenho outros planos que me soam mais palpáveis e satisfatórios do que participar de movimentos estudantis, partidos, sindicatos. Não pense que estou desmerecendo tais atividades; apenas, por ora, não me vejo funcionando nesses ambientes.

16 de setembro de 2014

Foi apenas um sonho

Foi apenas um sonho a ideia de ir para Paris encontrar um sentido para a vida. A divergência de prioridades fez com que, mais uma vez, April fosse relegada à condição de dona de casa. No fim das contas, quem tomou a decisão definitiva e dispôs o futuro, sem espaço para discordância, foi o homem. Frank é que continuaria ocupando o lugar de chefe de família na hierarquia. Frank é que traria o sustento para casa. 

Além disso, entre a liberdade e a segurança, Frank escolheu a segurança. A estabilidade de um emprego fixo, com um salário alto e reconhecimento profissional. O conforto de viver num bairro melhor. A comodidade do conhecido. A segurança de continuar sentindo-se homem. O homem da casa. O homem provedor. O homem que dá a cartada final. O preço dessa segurança patriarcal e econômica é abrir mão do novo, da nova disposição de papéis, do salto para o desconhecido que os dois estavam prontos para dar, até  Frank receber uma tentadora oferta de promoção na empresa em que sempre trabalhou. Desempenhando uma função da qual nunca gostou, é claro. Seu trabalho é maçante, é brochante, mas, a partir da promoção, a recompensa financeira parece ser o suficiente para uma vida feliz. Parece.

14 de setembro de 2014

135 dias

Organizando os marcadores e outras estruturas deste blog, me dei conta de que ele é uma grande maçaroca. O meu lado metódico é profundamente ferido com tamanha falta de critério, mas quem se regozija é a minha parte desordeira. O blog é um quase perfeito retrato da minha cabeça, que não é nada segregadora. Tudo está intrinsecamente relacionado, amalgamado e, de certa forma, confundido. Um dos meus posts se chama "O artista é fiel", e, bem, senti necessidade de reavaliar alguns pontos pessoais. Por que é que não consigo ser polêmica? Por que é que não consigo desafiar? Há alguns temas dos quais eu gostaria de tratar aqui (ou mesmo em amigáveis debates do dia a dia) e, apesar de saber que não é um espaço muito frequentado, temo a reação. Um artista teme a reação?

11 de setembro de 2014

Impotência

Recentemente assisti a um filme comovente chamado O escafandro e a borboleta. O nome já me intrigava há tempos no Netflix, na categoria Estrangeiros, mas só decidi ver depois de encontrá-lo na lista dos 1001 filmes que você deve ver antes de morrer. Aí dei uma chance.

A história é a de um editor de revista famoso e rico, que sofre um acidente cerebral numa condição raríssima chamada Síndrome do Encarceramento, em que a pessoa tem todos os movimentos do corpo paralisados, exceto os olhos. E a atividade cerebral continua normalmente! Então o cara enxerga, ouve, pensa, lembra, raciocina, cria, mas não pode falar nem mover um músculo. Nada. Que sensação de impotência! O filme é maravilhoso, tem uma fotografia invejável (y yó qué sé para fazer análise cinematográfica?), e quando o protagonista decide escrever um livro (!) utilizando um método de comunicação muito peculiar, meus olhos encheram de lágrimas. É assim: a moça, cuja especialidade esqueci o nome, vai falando as letras do alfabeto, porém em ordem de frequência de uso, e o protagonista vai piscando nas letras que quer escrever. 

10 de setembro de 2014

Devagar e sempre

Abri o arquivo em que está o feto do meu novo livro, dei uma passada de olhos e nada aconteceu. Ainda não é hora de correr? Existem momentos de epifania em que ideias fantásticas pululam na mente, mas não estou em condições materiais de escrever. E quando estou em condições materiais de escrever, as ideias evaporam. Gostaria de diluir as minhas experiências, os insights. Diluir. Como, por exemplo, a desintegração do ego. A morte psicológica. Diluir essa sensação perturbadora na minha literatura. Como? Eu acho que na minha literatura tem que haver a minha essência. Hoje mesmo um colega de trabalho perdeu um amigo querido em um assalto, no meio da madrugada. Ele me disse: poderia ter sido eu, você, qualquer um. É esta forte impressão uma das que eu gostaria de transmutar. Ou como quando o ex-namorado de uma colega se suicidou. Ou como quando um casal morreu queimado dentro de um carro devido a um acidente com cabos de energia, perto da minha casa. Que impacto que sofro pela morte de pessoas que sequer conheci, apesar de, no fundo, não poder dizer que temo a morte. Pode parecer presunçoso, mas não tenho medo de morrer. Não agora. 

8 de setembro de 2014

Faça você mesmo!


Olha que bacana! 

Já faz algumas semanas que, com 5 caixas de frutas de madeira, fiz esse móvel para guardar livros. Ali em cima, a minha gatinha Clarice avalia a qualidade do produto :-)

Para fazer um desses, você precisa de:

- Caixotes de frutas desses que você pode encontrar na rua;
- Alicate para tirar os pregos que ficam para fora da madeira e podem causar dodói;
- Martelo para ajeitar eventuais curvas dos caixotes;
- Lixa para tirar as farpas e deixar os caixotes lisinhos;
- Pincéis e rolo de pintura;
- Tinta metalatex fosco;
- Tinta metalatex acetinado;
- Cola Monta & Fixa da Cascola. 

5 de setembro de 2014

Diário da minha saúde

Depois que fui iniciada na energia Reiki, tive que entrar num período de 21 dias de "purificação", nos quais deveria me alimentar da maneira mais saudável possível e evitar carne vermelha para evitar as toxinas.

Eu já vinha me adaptando a um estilo de vida menos nocivo, mas, como não gosto de passar vontade, e como luto contra a ansiedade que às vezes me ameaça (aperta aquele desejo de comer loucamente!), fui fazendo-o aos poucos. Comecei academia em julho/2013, com dança de salão e musculação, e em um mês abandonei a musculação porque achava um tédio imeeenso. Fiquei então só na dança de salão por vários meses, e faltava frequentemente. Qualquer motivo era motivo para perder o ânimo de ir (e isso que a academia fica a cinco minutos andando da minha casa!). 

3 de setembro de 2014

Disciplina é liberdade

Eu deveria não apenas voltar a escrever, por maior que seja a desconfiança em relação à minha própria escrita, como impor uma disciplina nessa prática. Eu me considero moderadamente disciplinada com, por exemplo, os estudos, o trabalho, a alimentação, os exercícios físicos. Mas quando se trata de trabalhar, de desenvolver a minha arte, por mais que eu saiba que deveria praticá-la diariamente, não consigo ter um método, uma organização. Eu sei que para chegar lá, devo trilhar um caminho, mas é como se, no fundo, eu esperasse chegar lá por milagre. Ah, não, eu não vou chegar lá por milagre. Eu devo me lembrar do Kerouac e seus diários de produção, e seguir seu exemplo. Estabelecer uma meta de palavras diárias ou algo assim. Estabelecer metas é tão mundo corporativo que eu tenho até tremeliques. Eu tenho em mente um livro de contos que, inclusive, já iniciei, mas por falta de responsabilidade artística está parado há semanas, aguardando em estado de... Inércia. Uma infinidade de ideias que tive para inserir nele já se perderam, porque não as registrei, nem mesmo numa notinha de celular. Onde eu espero chegar dessa forma? Eu sei, eu sei, eu simplesmente não consigo acreditar na minha literatura. Eu acredito em mim, na minha vida, nas minhas escolhas, na minha fé, mas no que escrevo... É praticamente impossível. Por que é que permaneço tão incapaz de executar o traslado do meu espírito?