25 de agosto de 2014

Reiki

Quero registrar aqui como tem sido a minha experiência com a energia Reiki.

A primeira vez que ouvi falar sobre essa prática (e prestei atenção) foi numa troca de e-mails com uma familiar chamada Rebeca (obrigada!). Ela me disse que, nas horas extras, trabalhava com terapias complementares como a Auriculoterapia e o Reiki. Sobre este último, me informou que, parar usá-lo, eu deveria antes ser iniciada por um mestre, a fim de abrir os canais energéticos que se encontram no sétimo Chakra, convertendo-me em um canal entre a energia universal e o paciente; sem isso, a energia que se passa ao paciente é a sua própria energia. Rebeca acredita que as terapias alternativas são a medicina do futuro, sem tantos fármacos químicos que fazem bem para uma coisa e mal para outra. Concluindo seu e-mail, Rebeca me enviou um manual em espanhol sobre a prática Reiki.


22 de agosto de 2014

Dois Saramagos e dois filmes alemães

Aparentemente sem conexão, né?

No início desta semana, terminei de ler O ensaio sobre a lucidez (que se seguiu ao Ensaio sobre a cegueira), e também vi dois filmes alemães, A onda e A vida dos outros, este segundo com uma estrutura razoavelmente semelhante à do Ensaio sobre a lucidez. Ainda estou um pouco atordoada das ideias com essas quatro obras de arte.

12 de agosto de 2014

Trechos de Ensaio sobre a cegueira - José Saramago


José Saramago,
escritor português
" (...) A culpa foi minha, chorava ela, e era verdade, não se podia negar, mas também é certo, se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias dos futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos, para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala (...) "

5 de agosto de 2014

Carlos Drummond de Andrade & E.T.A Hoffmann

As questões a seguir são parte do trabalho final da disciplina Correntes Críticas I, com o professor Marcus Mazzari, no primeiro semestre de 2014

I. O Homem da Areia

E.T.A. Hoffmann,
escritor alemão
O conto O Homem da Areia, de E. T. A. Hoffmann, mostrou-se o mais produtivo para a disciplina Correntes Críticas na medida em que nele foi possível identificar facilmente os elementos da abordagem freudiana. Em seu ensaio “Das Unheimliche”, traduzido para português como O Inquietante, de 1919, Sigmund Freud reflete sobre a natureza do inquietante, sensação ligada ao âmbito do terrível, do angustiante. O psicanalista busca explorar mais profundamente o significado da palavra na língua alemã, trabalhando com a noção de familiar e não familiar. A corrente crítica freudiana leva em conta este conceito de inquietante na literatura, ponderando de que maneira se manifesta dentro da obra literária. Para efeito de estudo, evocamos e tomamos como modelo o conto O homem da areia, um dos mais representativos nesse sentido.

1 de agosto de 2014

Trechos de Memorial do Convento - José Saramago

José Saramago,
escritor português
"Porém, morando o riso tão perto da lágrima, o desafogo tão cerca da ânsia, o alívio tão vizinho do susto, nisto se passando a vida das pessoas e das nações (...)"

" (...) quando o infante ainda era no seu ventre uma gelatina, um girino, um troço cabeçudo, é extraordinário como se formam um homem e uma mulher, indiferentes, lá dentro do seu ovo, ao mundo de fora, e contudo com este mundo mesmo se virão defrontar, como rei ou soldado, como frase ou assassino, como inglesa em Barbadas ou sentenciada no Rossio, alguma coisa sempre, que tudo nunca pode ser, e nada menos ainda. Porque, enfim, podemos fugir de tudo, não de nós próprios."