25 de julho de 2014

A casa dos náufragos

O ensaio a seguir é o trabalho final da disciplina Literatura Hispano-Americana - Leituras Específicas, com a professora Idalia Morejón, no primeiro semestre de 2014

LOS ESPACIOS SOCIALES EN “LA CASA DE LOS NÁUFRAGOS”,
DE GUILLERMO ROSALES

Guillermo Rosales,
escritor cubano
En las últimas páginas de la novela La casa de los náufragos, la investigadora Ivette Leyva Martínez relaciona la vida del autor Guillermo Rosales con su obra literaria y cita una entrevista de la revista Mariel en que el escritor legitima su visión apocalíptica de la realidad: “creo que la experiencia de quien vivió en el comunismo y en el capitalismo y no encontró valores sustanciales en ninguna de ambas sociedades (sic) merece ser expuesta”. 

20 de julho de 2014

Trechos de 1984 - George Orwell

George Orwell,
escritor e jornalista inglês
"Que coisa bonita, a destruição de palavras! Claro que a grande concentração de palavras inúteis está nos verbos e adjetivos, mas há centenas de substantivos que também podem ser descartados. Não só os sinônimos; os antônimos também. Afinal de contas, o que justifica a existência de uma palavra que seja simplesmente o oposto de outra? Uma palavra já contém em si o seu oposto. Pense em "bom", por exemplo. Se você tem uma palavra como "bom", qual é a necessidade de uma palavra como "ruim"? "Desbom" dá conta perfeitamente do recado. É até melhor, porque é um antônimo perfeito, coisa que a outra palavra não é. Ou então, se você quiser uma versão mais intensa de "bom", qual é o sentido de dispor de uma verdadeira séria de palavras imprecisas e inúteis como "excelente", "esplêndido" e todas as demais? "Maisbom" resolve o problema; ou "duplimaisbom", se quiser algo ainda mais intenso. (...)
Você não vê que a verdadeira Novafala é estreitar o âmbito do pensamento? No fim teremos tornado o pensamento-crime literalmente impossível, já que não haverá palavras para expressá-lo. Todo conceito de que pudermos necessitar será expresso por apenas uma palavra, com significado rigidamente definido, e todos os seus significados subsidiários serão eliminados e esquecidos.  (...) Menos e menos palavras a cada ano que passa, e a consciência com um alcance cada vez menor."

15 de julho de 2014

Machado de Assis & Charles Baudelaire

O ensaio que se segue é meu trabalho final de análise comparativa entre Machado de Assis e Charles Baudelaire para a disciplina Relações Literárias Brasil-França, com o professor Alexandre Bebiano, no primeiro semestre de 2014

A LITERATURA COMO MERCADORIA EM CHARLES BAUDELAIRE E MACHADO DE ASSIS

Machado de Assis,
escritor brasileiro
Machado de Assis foi um dos primeiros escritores a ter uma visão aguda e irônica sobre o papel e a força do jornal na literatura de sua época. Sua reflexão crítica, no Brasil, é equivalente a de Baudelaire, na França, e é por isso que, para este trabalho, selecionamos um texto jornalístico de cada autor, a fim de analisar os recursos empregados por eles para ponderar sobre o novo panorama da literatura no século XIX, tendo em vista as mudanças sociais e políticas por que passavam Brasil e Europa, tanto em termos de imprensa quanto em termos de industrialização e produção acelerada.

10 de julho de 2014

Trechos de O gênio e a deusa - Aldous Huxley

"- O mal a ficção - disse John Rivers - é que ela faz sentido demais. A realidade nunca faz sentido.
- Nunca? - contestei.
- Talvez do ponto de vista de Deus - concedeu ele. - Do nosso, nunca. A ficção tem unidade, a ficção tem estilo. A realidade não possui nem uma coisa nem outra. Em seu estado bruto, a existência é sempre um infernal emaranhado de coisas (...) O critério da realidade é a sua incongruência intrínseca."

5 de julho de 2014

Machado de Assis & Henry James

O ensaio que se segue é meu trabalho final de análise comparativa entre Machado de Assis e Henry James para a disciplina Literatura Comparada, com o professor Marcelo Pen Parreira, no primeiro semestre de 2014

O objetivo deste trabalho consiste em analisar e comparar dois autores do século XIX: o brasileiro Machado de Assis, com a obra Dom Casmurro (1899), e o norte-americano Henry James, com a obra A outra volta do parafuso (1898). Embora seja a primeira um romance e a segunda uma novela, ambas as obras apresentam extensão relativamente similar e são extremamente ricas para efeito de estudo da forma. Em seguida, consideraremos brevemente alguns aspectos extraliterários de sua composição.